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Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso chega à segunda edição

Fonte: Cuiabá 300
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Valorizar as artes cênicas no estado, incentivar a integração entre grupos teatrais regionais, fomentar a interiorização do acesso aos bens culturais, ampliar e formar novas plateias estão entre os objetivos do Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), que chega à segunda edição. O lançamento ocorre na terça-feira (09.08), no Cine Teatro Cuiabá, às 20h, com a presença do governador Pedro Taques, do secretário de Estado de Cultura, Leandro Carvalho, artistas, diretores, produtores, grupos e admiradores das artes cênicas e da cultura em geral.

Na ocasião, será divulgada a programação dos sete festivais que integram esta segunda edição e haverá ainda a apresentação da peça Cidade dos Outros, com a Cia Pessoal de Teatro.

“O Circuito de Festivais de Teatro está em consonância com o Plano Estadual de Cultura, que visa fortalecer e descentralizar as políticas públicas de cultura, atingindo diversas regiões do estado. Além disso, ele propicia um intercâmbio entre a arte e a cultura em todo o território regional, bem como com outros estados brasileiros e até mesmo com outros países”, explica Leandro Carvalho.

A primeira edição envolveu quatro festivais, que ocorreram em Cuiabá e em municípios do interior. São eles: Festival de Teatro Velha Joana, em Primavera do Leste; Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis (Femute); Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua, em Cuiabá; e o Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, em Alta Floresta, onde foi realizado também o Seminário Internacional de Teatro Contemporâneo – Núcleo de Pesquisas Teatrais Encontros Possíveis, pela Cia Pessoal de Teatro.

Nesta nova edição o Circuito amplia o número de festivais participantes e contará com a Mostra Internacional de Teatro Infantil (Miti) e o Humor do Mato, somando assim sete eventos que irão movimentar as artes cênicas em todo o estado ao longo dos próximos meses.

Além das apresentações dos espetáculos nos mais diversos formatos e voltados para públicos variados, estão previstas no II Circuito ações de formação, com a realização de debates, workshops, palestras e rodas de conversas. Mais que valorizar os grupos locais, o Circuito vai fortalecer a cadeia de produtores que movimentam o panorama das artes em Mato Grosso.

Vale ressaltar que os festivais envolvidos no Circuito já estão consolidados no calendário de eventos com foco nas artes cênicas. O Femute, por exemplo, vai realizar sua 15ª edição este ano, enquanto o Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense está na sexta edição. Já o Seminário chega à oitava edição e o Velha Joana comemora a 10 ª edição em 2016.

Números

No ano passado o Circuito movimentou o segmento das artes cênicas com números surpreendentes para a primeira edição de um evento até então inédito em Mato Grosso. Foram 82 apresentações, sete palestras e rodas de conversas, um workshop, uma oficina, um cortejo cênico e duas demonstrações de trabalhos. O processo envolveu mais de 500 profissionais do setor artístico/cultural, alcançando cerca de 50 mil espectadores, movimentando a cena cultural nos municípios sede dos festivais e naqueles circunvizinhos. Dentro da programação, circularam pelo estado grupos de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Santa Catarina e Paraná, além dos grupos locais da Capital e do interior. Atores, diretores e grupos do exterior como o Odin Teatret, da Dinamarca, integraram a programação.

“A participação do Encontros Possíveis no Circuito é fundamental. É a porção capacitação, é parar e pensar sobre teatro. Ele promove o encontro não só de quem faz teatro em Mato Grosso com referências internacionais, mas de grupos que se encontram e podem debater o que a gente faz. O Circuito transforma tudo isso em uma única rede”, observa a atriz Juliana Capilé, da Cia Pessoal de Teatro.

Além das artes cênicas, a circulação de grupos de teatros por diversos municípios movimenta outro segmento. “Com o Circuito fortalecemos um mercado com grande potencial de desenvolvimento, tanto artístico como turístico, promovendo a criação de redes colaborativas entre os diversos grupos atuantes no estado e fora dele”, ressalta o secretário de Cultura.

Para o ator e diretor do Grupo Tibanaré e coordenador do Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua, Jefferson Jarcem, o Circuito de Festivais abraçou as potencialidades existentes de cada grupo participante. “O Tibanaré tem uma relação significativa com a arte de rua e, como objetivo, proporcionar um evento que provoque encontros, experiências, celebrações e que os artistas toquem as mãos do público de forma a interagir, integrar e se aproximar do espectador, diminuindo a distância entre ambos e democratizando o acesso ao teatro”, afirma.

Jarcem diz que as expectativas para esta segunda edição são as melhores. “Precisamos acreditar nos artistas de nossa terra. Somos experientes, potentes e criativos, respiramos nosso ofício, entendemos a realidade que existe em nosso estado. Viva o teatro de Mato Grosso”.

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