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Cuiabá é a 17ª capital do país em bem estar urbano

Fonte: Diário de Cuiabá
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Cuiabá ocupa a 17ª posição entre as 27 capitais brasileiras em relação ao bem-estar urbano. O dado faz parte de um levantamento do Observatório das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. O relatório aponta as melhores e piores cidades em qualidade de vida no país por meio do Índice de Bem-Estar Urbano dos Municípios Brasileiros (IBEU-Municipal). Cuiabá alcançou a nota 0,770 numa máxima de 1,000. 

Todos os 5.565 municípios brasileiros fizeram parte do levantamento. Foram avaliados cinco indicadores de qualidade: mobilidade urbana, como o tempo de deslocamento de casa para o trabalho; condições ambientais (arborização, esgoto a céu aberto, lixo acumulado); condições habitacionais (número de pessoas por domicílio e de dormitórios); serviços coletivos urbanos (atendimento adequado de água, esgoto, energia e coleta de lixo); e infraestrutura. 

Entre as capitais, Vitória (ES) é a que mais pode oferecer bem-estar para a população, enquanto que Macapá (AP) é a última colocada. Cuiabá perde para a capital Campo Grande em Mato Grosso do Sul, que aparece na 6ª posição, mas ganha de cidades turísticas como Natal (RN), Maceió (AL), São Luiz (MA) e Teresina (PI). 

No quesito mobilidade urbana os municípios mato-grossenses estão bem avaliados com nota oscilando entre 0,801 e 1,000. Entre as capitais, quanto à mobilidade urbana Cuiabá ocupa a 11ª posição (0,899), sendo classificada como “boa”. O primeiro lugar ficou para Boa Vista (0,964) e o último São Paulo (0,623). 

Em relação à condição ambiental urbana, as notas se distribuem nos municípios de Mato Grosso entre 0,501 e 1,000. Cuiabá está no nível médio de bem-estar urbano referente às condições ambientais, ocupa a 18ª posição (0,722). Já nas condições habitacionais urbanas a maior parte das cidades mato-grossenses apresentam níveis satisfatórios. Das capitais, Cuiabá está em 12° lugar com nota 0,842. 

Mas, referente ao atendimento de serviços urbanos, raramente os municípios do Estado apresentam níveis satisfatórios. As notas na maioria ficam entre 0,001 e 0,700. Neste quesito Cuiabá está em 12° lugar (nota 0,812). 

A dimensão que apresenta a pior situação de bem-estar, nacionalmente, é a infraestrutura das cidades: 91,5% dos municípios estão em níveis ruins e muito ruins. Cuiabá está entre as capitais com condições ruins ocupando a 19ª posição com nota 0,576. Para avaliar a infraestrutura, o Observatório considerou sete indicadores: iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros. Somente um município apresenta condição muito boa de infraestrutura: Balneário Camboriú (SC). 

Entre os cuiabanos, os quesitos em que a cidade mais carece de mudanças é o de serviços coletivos e de infraestrutura. 

Nos serviços coletivos, Bruna Aparecida de Moraes, moradora do Novo Paraíso II, na Capital, diz que a água e o esgoto são as maiores carências dos cuiabanos. 

“Esgoto a gente não tem. Na maioria dos bairros, o esgoto é despejado na própria rua. Já a água nem se fala, ela mais falta do que vem”, diz. 

O estudante Mário Garcia, por sua vez, ressalta que a infraestrutura deixa a desejar em Cuiabá. “Muitos bairros sofrem com a escuridão pela falta de iluminação pública. A maioria das calçadas, principalmente no Centro, não possibilita qualquer mobilidade aos cadeirantes. A situação da infraestrutura de Cuiabá é lamentável e precisa ser repensada”, afirma o estudante. 

Levantamento – A cidade de Novo Santo Antônio em Mato Grosso está entre as 100 piores no levantamento. O município teve nota total de 0,568 e ocupa a 5491° posição no estudo. No geral o índice de bem estar nas 141 cidades de Mato Grosso variam entre 0,501 a 0,800. 

No estudo a melhor cidade em relação ao bem-estar é a de Buritizal, São Paulo com nota 0,951. Nenhuma das cidades mato-grossenses aparecem no rol das 100 melhores. A pior cidade é a Presidente Sarney no Maranhão com nota 0,444. Na pesquisa os municípios que apresentaram as melhores condições estão nas regiões Sudeste e Sul, um pouco no Centro-Oeste. Os piores índices, em geral, estão no Norte e Nordeste, e também no Centro-Oeste. 
 

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