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Duas empresas são cotadas para assumir obras do VLT de Cuiabá

Fonte: Folhamax
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Após a suspensão por parte do governo nas negociações para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), os consórcios “Mendes Júnior/Soares da Costa/Alstom” e “Tranvia Cuiabá”, poderão disputar a conclusão das obras que estão paralisadas desde o final de 2014. Essa possibilidade está sendo avaliada pela equipe do governo Pedro Taques, já que não necessitaria de um novo processo licitatório. 

Isso porque tanto a “Mendes Júnior” e a “Tranvia Cuiabá”, segunda e terceira colocada respectivamente, não chegaram ao teto máximo do processo licitatório de 2012, quando o Consórcio VLT saiu vitorioso com o menor preço com R$ 1,477 bilhão. “Mendes Júnior/Soares da Costa/Alstom” propôs R$ 1,547 bilhão, seguido pelo consórcio “Tranvia Cuiabá”, com o montante de R$ 1,596 bilhão. O maior valor foi proposto pelo consórcio “Expresso Verde”, R$ 1,850 bilhão. Caso o governo decida romper o contrato com o Consórcio VLT, a segunda colocada ou a terceira, pode assumir a obra. 

Acontece que Mendes Júnior não concluiu as obras da Arena Pantanal e chegou a ter R$ 28,5 milhões da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A. pela justiça. Porém, a briga continua na justiça. 

Outra possibilidade que o governo vem estudando é um acordo de leniência com o próprio Consórcio VLT. Porém, existe uma resistência dos deputados da própria base aliada do governo e de membros do próprio Executivo. 

O secretário-chefe da Casa Civil José Adolpho não descarta até uma consulta popular para saber se o governo continua a obra ou muda para o BRT. “O governador, nesse meio tempo, vai pensar numa forma, talvez uma consulta popular, pra ver o destino do VLT”, afirmou. 

A Operação Descarrilho da Polícia Federal que trouxe à tona um esquema de recebimento de propina envolvendo representantes de empresas que integram o consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande. 

O modal de transporte deveria estar funcionando ainda durante a realização dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 na capital mato-grossense, que foi uma das 12 sedes do evento esportivo. Mas até hoje nenhum vagão percorreu os trilhos que rasgaram as vias da cidade apesar de o governo do Estado ter desembolsado R$ 1 bilhão para as obras. 

O contrato do modal está suspenso pela Justiça Federal a pedido do Estado e de Promotoria e Procuradoria desde 2015, justamente devido a indícios de irregularidades na entrega das obras, como prazos e qualidade, além dos valores pagos ao consórcio. 

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