Transporte

Ferrovia em Cuiabá é sonhar com “pé no chão”, diz secretário

Fonte: Olhar Direto
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A chegada da Ferronorte em Cuiabá é objeto de desejo há cerca de quatro décadas e desde 2013, quando a ferrovia chegou em Rondonópolis, as tratativas ganharam ainda mais atenção nas discussões sobre logística. Agora, o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Duarte, afirma que pensar na passagem dos trilhos pela Capital de Mato Grosso é “sonhar com pé no chão”, mas por outro lado o senador Wellington Fagundes (PR) ressalta a necessidade de pensar em longo prazo.

“Não podemos vender ilusão. Você não pode pensar numa ferrovia em curtíssimo prazo”, alertou Fagundes. Segundo ele, não adianta pensar na chegada da ferrovia em Cuiabá antes de serem solucionados os problemas da Malha Paulista, na qual a estrutura arcaica e desgastada pelo tempo prejudica os envios mato-grossenses, que passam por lá para chegar ao Porto de Santos. “Nossa ferrovia é rápida e moderna. Mas, devido aos problemas de São Paulo, nossos produtos demoram a chegar”, completou.

Entretanto, Marcelo Duarte pontua que a negociação para resolver os problemas da Malha Paulistas é uma das melhores chances para garantir a chegada da Ferronorte em Cuiabá. Como a ALL, concessionária da Malha Paulista e da Malha Norte da Ferronorte, negocia agora a prorrogação da concessão em São Paulo, a chegada dos trilhos na Capital de MT pode ser incluída no pacote como uma obrigação da empresa.

“Podemos sonhar com muito pé no chão que esse sonho ira se tornar realidade. A ALL está renegociando a concessão na Malha Paulista e ela terá que cumprir algumas condições. Uma das condições é expandir a Malha Norte, aqui em Mato Grosso”, explicou o secretário, que tem se envolvido nas discussões para a chegada da ferrovia.

Além disso, ele aposta no lançamento da Ferrogrão, uma ferrovia no norte do Estado, em Lucas do Rio Verde, uma concorrente, como outro fator que impulsionará a ALL tentar chegar nesse mercado. A passagem por Cuiabá, no entanto, será alvo de discussão por necessidade de desenvolvimento regional, pois a empresa poderia usar uma rota mais econômica.

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