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Região do Chapéu do Sol atrai novo crescimento para Várzea Grande

Fonte: Diário de Cuiabá
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Popularmente conhecida como “Cidade Industrial”, Várzea Grande tem a segunda maior população de Mato Grosso. Atualmente, o município concentra várias empresas prestadoras de serviços, comerciais e industriais. Porém, ultimamente vem recebendo vários investimentos públicos e privados, que prometem mudar o perfil da cidade. Dentro desse cenário, encontra-se a região conhecida como “Chapéu do Sol”, localizada entre a Rodovia Mario Andreazza, Estrada da Guarita e o Rio Pari. 

O deslocamento ou crescimento da cidade na direção norte é impulsionado por obras de infraestrutura, como drenagem, redes de esgoto, água e energia, pela construção de grandes empreendimentos comerciais e imobiliários, a instalação de instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Unemat e o Instituto Federal (IFMT), do Parque Tecnológico, além das perspectivas do recebimento de sedes de órgãos públicos, como a Defensoria Pública, Fórum, Ministério Público e seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

“Trabalhamos com as melhores expectativas no sentido não apenas do desenvolvimento desta região mais próxima de Cuiabá, ao longo das Rodovias Mário Andreazza com Estrada da Guarita como novos corredores comerciais e residenciais de Várzea Grande”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos. 

Para a prefeita, uma das principais obras que vem fomentando o desenvolvimento da região é a implantação do Parque Tecnológico. “Já temos uma das maiores construtoras e incorporadoras de imóveis do Brasil prontas para construir novos condomínios e para também instalar uma nova empresa de construção de casas pré-moldadas em nossa cidade, gerando emprego e renda e aquecendo a economia local, o que é fundamental para o Brasil sair da crise e junto com ele Mato Grosso e Várzea Grande”, destacou. 

Lucimar de Campos informou ainda que o município planeja ações que consolidem a região como obras de infraestrutura e de melhoria para os bairros adjacentes. Também assegurou que essa nova parte que está se desenvolvendo em Várzea Grande vai ganhar um impulso com a interligação direta com Cuiabá através de uma ponte que irá ligar o distrito várzea-grandense da Passagem da Conceição com a comunidade de Sucuri, próximo do Bairro Santa Rosa, em Cuiabá. 

“A administração municipal vai envidar os esforços no sentido de assegurar que os serviços públicos estejam disponíveis e a cidade e sua gente possa desfrutar deste novo momento de crescimento econômico nesta região e em Várzea Grande”, afiançou. 

A transformação do “Chapéu do Sol” em um grande polo de serviços é fruto da idealização do empresário Juarez Ductievicz, que em 1978 saiu de Matelândia (PR) para morar com a irmã mais velha, em Alta Floresta (800 quilômetros, ao norte de Cuiabá). 

Inspirado pela história de Ariosto da Riva, fundador de Alta Floresta, o visionário Ductievicz decidiu, em 1989, investir na aquisição da área denominada sesmaria “Chapéu do Sol”. Hoje, grande parte do terreno, foi doada para a construção e instalações dos órgãos públicos e instituições de ensino. “Vi em Várzea Grande todo um potencial de crescimento. A ideia é fazer parcerias e atrair investimentos para que a região, que fica a sete quilômetros de Cuiabá, se desenvolva”, disse. 

Ductievicz prefere não divulgar valores ou o tamanho da área que adquiriu. Mas, como exemplo, cita o terreno doado à UFMT, que segundo ele, é suficiente para construir 80 campos de futebol (800 mil/m2). Já o cedido para o IFMT comportam 10 campos (100 mil/m2). 

O empresário garante ainda que a região hoje conta com toda a infraestrutura necessária para a instalação de grandes empreendimentos. “A ideia é ter de tudo num raio de 1.500 metros”, comentou. “Temos oito pistas com ciclovias no meio dos canteiros, sendo duas vias rápidas como a Avenida Miguel Sutil, na capital”, acrescentou. 

EMPREENDIMENTOS – A região do Chapéu do Sol, já atraiu a atenção de pelo menos duas grandes construtoras: a Ginco Urbanismo e a Rodobens. Atualmente, em seu portfólio, a Ginco tem dois empreendimentos localizados em Várzea Grande, sendo eles o condomínio residencial “Florais da Mata”, e o “Ginco Empresarial Manhattan”, o primeiro voltado para negócios. Ambos os empreendimentos estão localizados no bairro planejado Mirante do Pari, que tem a projeção de receber seis mil famílias. 

Com 645 lotes, o “Florais da Mata” foi entregue em novembro de 2016 e o Ginco Empresarial Manhattan foi lançado este ano, em janeiro. “A empresa acredita no potencial de desenvolvimento e qualidade de vida da cidade e, assim, levou toda a expertise adquirida em 15 anos de experiência, a fim de atender àqueles que desejam se mudar para Várzea Grande ou permanecer ali na cidade. Reflexo disso é que o ‘Florais da Mata’ foi entregue com 90% de suas unidades vendidas”, informou por meio da assessoria de imprensa. 

Já o “Ginco Empresarial Manhattan” tem 190 unidades de 250 a 8 mil m² e é o primeiro Ginco voltado para negócios. “A Ginco sempre teve uma visão ampla de mercado e por isso aposta em regiões com alto potencial de desenvolvimento”, informou. 

Em reunião recente com a prefeita Lucimar Sacre de Campos, a Construtora Rodobens também anunciou o interesse em construir condomínios residenciais na região. O loteamento prevê 650 casas de padrão alto e médio com investimentos iniciais de R$ 80 milhões. 

O projeto ainda está em fase inicial e tem previsão de ser edificado ao longo de cinco anos, sendo que efetivando as obras se tem a previsão de geração de 300 empregos diretos e até 900 postos de trabalho indiretos. 

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