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Usina de álcool ameaça parar produção durante os meses de chuva no Estado; deputado interfere com Fávaro para evitar

Fonte: Da Redação
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Durante os quatro meses de intensa chuva na região, a Usimat – localizada no município de Campos de Júlio – pretende parar sua produção se nada for feito no complicado trecho da MT-388. Os cinco quilômetros mais críticos dependem da liberação de licença ambiental. A Usimat Destilaria de Álcool, Indústria e Comércio é a uma das principais produtoras de álcool anidro do Oeste de Mato Grosso.

Por isso, o deputado estadual Adriano Silva (PSB), além de representantes da usina e do município estiveram em uma reunião com o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), para acelerar este processo.

É justamente este trecho que representa o gargalo de escoamento desta usina, responsável por transformar o milho e a cana-de-açúcar em etanol. Até dezembro de 2017, a usina deve concluir o ano transformando 250 mil toneladas de milho em 100 milhões de litros de etanol. No que diz respeito à moagem da cana, 580 mil toneladas serão convertidas em 49,3 milhões de litros de etanol.

Em 2018, esta produção deve crescer ainda mais: serão 490 mil toneladas de milho transformadas em 195 milhões de litros de etanol, além de 600 mil toneladas de cana-de açúcar convertidas em 51 milhões de litros de etanol. “A agroindustrialização é extremamente importante para o estado do Mato Grosso, que já tem consolidada sua produção em commodities. Precisamos priorizar produtos de mais valor agregado como o que a Usimat desenvolve”, ressalta o deputado do PSB.

No entanto, se a usina parar por quatro meses, deixará de processar aproximadamente 50 milhões de litros de etanol, provenientes de 125 mil toneladas de milho. Na prática, o estado do Mato Grosso deixaria de arrecadar R$ 13 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O município, com cerca de 6,5 mil habitantes (segundo último levantamento realizado pela prefeitura, em 2014), depende da injeção de economia que a usina promove na região. O secretário municipal da Indústria e Comércio, Ademir Rostirolla, explicou que 45% da produção municipal provém da usina. E, segundo ele, a maioria dos funcionários apresenta o desejo de morar na cidade.

Porém, hoje em dia, devido à difícil locomoção, os colaboradores da usina precisam ficar instalados nos alojamentos. “Já existem 200 colaboradores com famílias na cidade”, ressalta Rostirolla. Assim que a logística na MT-388 for resolvida, o município colocará em prática o projeto que prevê investir R$ 40 milhões em construção civil, nos próximos 24 meses. “Daríamos um bom estímulo na economia local com estes loteamentos”, ponderou o parlamentar.

Além disso, somente a folha de pagamento dos funcionários da Usimat gira em torno de R$ 2 milhões por mês. “Se os funcionários morassem por aqui, boa parte deste valor circularia desenvolvendo o comércio municipal”, avaliou Rostirolla.

Após a reunião, o vice-governador comprometeu-se em dar agilidade a estas obras na rodovia. “Vamos acompanhar o andamento das liberações porque trabalhando juntos, conseguiremos desenvolver esta região e incentivar a agroindustrialização, que é tão importante para a distribuição de renda do Mato Grosso”, sintetizou Adriano Silva.

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