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Viaduto do Despraiado é “fechado” para meliantes

Fonte: Diário de Cuiabá
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Construído com a proposta de acabar com pontos de conflitos no trânsito, consequentemente, como forma de garantir a mobilidade urbana, especialmente por conta da Copa do Mundo de 2014, o viaduto “Domingos Iglesias”, popularmente chamado de Despraiado, transformou-se em um espaço sem vida, escuro, sujo, onde concentram indigentes e usuários de drogas.

Por lá, não são poucas as reclamações de moradores e comerciantes quanto aos casos de furtos ou roubos, que aumentaram depois da construção do elevado. Para evitar as ocorrências, eles procuram fazer a política da boa vizinhança, o que nem sempre surte o efeito desejado.

“Depois que construíram o viaduto já fomos furtados pelo menos duas vezes. Antes, a gente podia sair de casa e viajar a qualquer hora sem nos preocuparmos se teríamos a casa arrombada ou não”, disse a dona do lar, Zilda Ferreira, que há 14 anos reside nas imediações.

Em clima de festa, o viaduto foi inaugurado em novembro de 2013 pelo então governador Silval Barbosa. Porém, há cerca de 15 dias, obras voltaram a ser realizadas no local, especificamente, nas laterais das duas extremidades do elevado.

Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a intenção é tampar a parte mais baixa entre o viaduto e o solo e, assim, evitar a presença de moradores de rua e usuários de drogas, o que para populares também não deverá ter resultado positivo. “Antes colocassem policiais para fazer ronda diariamente, seria mais eficiente”, disseram.

Para realmente amenizar a situação, entre as propostas já apresentadas está a instalação de recintos, que podem funcionar como lanchonetes, por exemplo, bancos e estruturas para atividades de lazer e cultura.

Procurada pela reportagem do Diário, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Cidades (Secid) frisou que o viaduto já foi entregue e, até por isso, o Estado não vem realizando nenhuma intervenção no local. A prefeitura de Cuiabá disse que a obra é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Serviços Urbanos e a construtora Gerencial, com o intuito de acabar com os constantes roubos da fiação da iluminação pública no local.

O viaduto tem 325 metros de comprimento e nove de altura (no ponto mais alto), com quatro faixas, sendo duas de fluxo e contra fluxo no viaduto e outras duas nas marginais, além de uma rotatória sob o elevado. A obra foi construída com um orçamento de R$ 18,9 milhões e recursos federais oriundos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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