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Governo deve gastar até R$ 450 milhões para finalizar VLT, estima Wilson Santos

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O secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB), revelou – em entrevista à Rádio Capital – nesta terça-feira (12), que a estimativa do governo é gastar de R$ 400 a R$ 450 milhões para finalizar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Com isto, o preço total chegaria próximo do que havia sido estipulado (R$ 1,47 bilhão), já que mais de R$ 1 bilhão já havia sido pago ao Consórcio VLT na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

“Temos R$ 193 milhões congelados na nossa conta convênio, acreditamos que com mais ou menos R$ 200 a R$ 250 milhões terminamos o VLT. Até o fim de janeiro, teremos o preço fechado. Calculamos que o valor seja de R$ 400 a R$ 450 milhões para terminar tudo. Nós saímos da obrigação de pagar os R$ 313 milhões do passivo com essa nova licitação”, explicou o secretário.

Como já havia adiantado ao Olhar Direto, o secretário explicou que existe um esforço para que o preço seja enxugado: “Teremos o túnel que vai ligar o Consil ao Araés/Baú, que estava no escopo do VLT e isso agora vai ser feito pela prefeitura, o que nos fará economizar R$ 1,5 ou R$ 2 milhões. Além disto, teremos mais R$ 25 milhões de economia com a exclusão daquela trincheira na avenida do CPA, a Luiz Felipe”.

A trincheira Luiz Felipe teria 340 metros de extensão por 32 metros de largura. Seria constituída da via permanente, para passagem do VLT, e três faixas de rolamento por sentido, para tráfego geral dos veículos. Sobre a trincheira também era prevista a construção de uma rotatória que seria usada para conversão e acesso à rua Luiz Felipe – sentido Rodoviária de Cuiabá -, e em direção ao bairro Terra Nova.

O secretário também comentou sobre a decisão de escolher o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) para concluir o projeto: “O RDC é como uma faca, você pode usar para cortar uma carne (para o bem) ou tirar a vida de alguém (para o mal). O que importa é o jeito como você o usa. Nós não vamos fazer dez alterações no contrato, em 30 dias, igual foi feito no governo passado. Aquilo que estiver no nosso edital, não será alterado em uma vírgula. Nós temos quase 90% de projeto executivo, o que não se tinha no antigo projeto”.

“Vamos fazer a Parceria Público-Privada (PPP) no segundo momento, para operação e desenvolvimento urbano. Um exemplo: o terminal do Porto, em vez do governo colocar o dinheiro dele, o empresário constrói e você dá autorização para fazer uma torre para alugar para quem ele quiser por 20 a 30 anos. Não abriremos mão dela para a operação”, acrescentou Wilson.

As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tiveram início em 2012, com previsão de conclusão em março de 2014, três meses antes da Copa do Pantanal Fifa 2014, tendo Cuiabá como uma das sedes – quatro jogos foram realizados na Arena Pantanal José Fragelli. Alegando não ter recebido por parcela considerável do que já havia realizado, o Consórcio VLT paralisou as obras em dezembro de 2014.

Após a posse, o governador Pedro Taques determinou auditoria nas obras e no contrato do Consórcio VLT. Constatou-se superfaturamento e falhas pontuais, como a aquisição antecipada das locomotivas e vagões do VLT supostamente por causa de um período de baixa do dólar.

Em fins de 2015, por determinação do juiz Ciro Arapiraca, da Seção Judiciária de Mato Grosso, houve a retomada das conversações do governo com o Consórcio VLT, para que as obras pudessem ser concluídas. Após a delação premiada de Silval Barbosa, revelando que houve corrupção, o contrato foi rompido. No início, o valor do projeto foi fixado em R$ 1,447 bilhão.

Fonte: Olhar Direto

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