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Rumo aos 300 anos, Cuiabá tem muitos motivos para comemorar

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Cuiabá chega aos 298 anos neste sábado (8) com seus 585.367 habitantes e o título de uma das cidades mais hospitaleiras do Brasil.Confira motivos que Cuiabá tem de sobra para comemorar.

A comida é muita boa!

Quem resiste a uma  maria izabel (carne seca com arroz), farofa de banana, feijão empamonado, galinha com arroz, além do peixe, à beira rio, na comunidade de São Gonçalo ou nas demais peixarias da Capital – e claro, nos fundos de quintas. É pacu, pintado, peraputanga, preparados fritos, assados, ensopados ou em forma de pirão. Bom demais! A bananinha frita, o bolo de arroz, bolo de queijo, doce de caju, furrundu, quem resiste? A culinária do Estado tem influências da África, Portugal, Síria, Espanha e dos antigos indígenas, de acordo com pesquisador Antônio Loureiro. E, para quem não quer ficar por aqui, é bom não comer cabeça de pacu, porque reza a lenda que, quem come, não sai mais de Mato Grosso.

O rasqueado e o lambadão são os ritmos que embalam a cuiabania.

Chico Ferreira

Lambadão

Em 2004, foi criada pela Assembleia Legislativa a Lei 8.203, que declarou o rasqueado como ritmo musical símbolo de Mato Grosso.
Rasqueado é ritmo influenciado pelos paraguaios que ficaram por aqui, após o ano de 1870, quando acabou a Guerra do Paraguai. Juntaram-se a ribeirinhos mato-grossenses e ao invés de guerrear resolveram festar! Viola-de-cocho e o violão paraguaio foram usados para tocar a nova música, que é uma mistura do siriri mato-grossense e a polca paraguaia. Já o lambadão surgiu nos anos de 1990 na periferia de Cuiabá e em pouco tempo tomou conta das festas locais. A mistura desta vez é do rasqueado com a lambada trazida por garimpeiros do Pará.

O artesanato

Assessoria AL

O artesanato cuiabano tem influência sobretudo nas culturas ribeirinhas, de negros e indígenas. São peças feitas e barro, madeira, fibra vegetal, linhas de algodão e sementes. Há ainda as redeiras, que fazem redes tingidas e bordadas à mão, com cores fortes e alegres, fazendo desenhos da cultura local, como os bichos pantaneiros. Já os indígenas emprestam também cores, trançados, penas e sementes a objetos decorativos.

O povo cuiabano

O melhor do povo cuiabano é o sotaque e o acolhimento.

Pessoal que vem de fora sabe muito bem disso e não é pouca gente não.

Confira vídeo feito pelo irreverente ator Liu Arruda. Vale para dar umas boas risadas.

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