PF fecha cerco ao contrabando de agrotóxico e vereador acaba preso

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Terra Envenenada 2, em Mato Grosso, para combater o ingresso, transporte e comercialização de agrotóxicos ilegalmente importados. Um dos presos na ação é o vereador Toninho Bernardes (PL), de Sinop.

A operação é feita por causa da extensa rede criminosa formada a partir do Paraguai e China até o Norte de Mato Grosso.

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, expedidos pela Justiça Federal que foram cumpridos nas cidades de Sinop, Sorriso, Feliz Natal, além de São Paulo, Campo Grande (MS) e Terra Roxa (PR).

A investigação originou-se da análise do material e depoimentos colhidos na primeira fase da operação, quando foi desmantelada organização criminosa e apreendida mais de uma tonelada de agroquímicos contrabandeados ou adulterados.

Desde essa etapa inicial, a Polícia Federal intensificou as investigações e identificou grandes grupos de fornecedores regionais e nacionais, cujos líderes e integrantes foram presos nesta data.

Foram apreendidos documentos e materiais de interesse para investigação, agrotóxicos, além de armas irregulares.

Os investigados responderão por comercialização e transporte de agroquímicos de uso proscrito, constituição de organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes que vierem a ser descobertos. As penas variam de dois a dez anos de reclusão.

O início

A primeira fase da operação foi deflagrada em junho de 2018. Na ocasião, descobriu-se que os integrantes do grupo compravam agrotóxicos proibidos no Brasil pelo alto grau de toxicidade, misturavam a produtos permitidos e vendiam a produtores por preços bem altos.

Os danos à saúde de quem consome um alimento com este tipo de mistura são enormes. Foram cumpridos seis mandatos de prisão de 16 de busca e apreensão nos três estados.

Em dezembro de 2019, a Justiça Federal em Sinop acatou pedidos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) e condenou oito pessoas investigadas na primeira fase.

Eles foram condenados pelos crimes de importação, venda ilícita e adulteração de agrotóxicos, além de organização criminosa, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo.

Fonte: Midianews