Sem Festival 300 Anos, Prefeitura estima prejuízo de R$ 4 milhões na capital

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A realização do Festival 300 Anos na Arena Pantanal representaria a geração de aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, tendo em vista que a expectativa era de receber mais de 40 mil pessoas por dia. Com isso, mais de R$ 4 milhões seriam injetados na economia, além de aumento na ocupação dos hotéis e bares. Também deixam de ser arrecadados, 140 toneladas de alimentos não perecíveis para serem distribuídos para as famílias carentes de Cuiabá. As informações foram divulgadas na tarde de hoje, 22, pela Prefeitura de Cuiabá, após o veto do Governo do Estado para que o espaço fosse empregado para as comemorações dos 300 anos da capital.

Ao anunciar o cancelamento do evento, na tarde de ontem, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) fez críticas à decisão: “em virtude do individualismo de alguns setores, nossa capital não será mais presenteado com essa linda festa”. Atrações como Leonardo, Zezé de Camargo, Jota Quest e Chitãozinho e Chororó, dentre outras, estavam confirmadas.

De acordo com a Prefeitura de Cuiabá, mesmo idealizada para ser um espaço multiuso, além de receber jogos de futebol, a Arena Pantanal é impedida de sediar eventos de grande porte. A decisão de impedir e realização de uma série de shows no espaço foi anunciada pelo Governo após recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) e de manifestação da Federação Matogrossense de Futebol, por temor de danos ao gramado do estádio.

Conforme a Secretaria de Comunicação de Cuiabá, várias visitas técnicas na Arena Pantanal foram realizadas pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, patrocinadores e fornecedores regionais e nacionais para mapear o evento. “A preservação e cuidado do gramado já havia sido questionada. De antemão, o Município se colocou à disposição para fazer todos os reparos e benfeitorias necessárias no estádio, e foi feita pesquisa sobre empresa que possui material específico para proteção do gramado”, diz por meio de nota.

Após os levantamentos, foi definido que o piso a ser utilizado como proteção do gramado seria o Easyfloor Plus, um polipropileno de alta resistência e impacto.  A empresa contratada, por meio de patrocínio da iniciativa privada, é a mesma que atende estádios como: Allianz Parque, Arena Pernambuco, Arena Grêmio, Estádio Beira Rio, Arena Dunas, Estádio Mineirão, Estádio do Canindé e Arena da Amazônia.

“Além de se preocupar com a melhor proteção para o gramado, foi solicitado pelo Governo do Estado que a Prefeitura de Cuiabá fizesse seguro da grama e da Arena em geral, além de garantir ainda que caso houvesse qualquer dano, todos os reparos necessários seriam realizados”, lembrou o secretário de Inovação e Comunicação, Júnior Leite.

Mesmo com as garantias, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) se opôs a realização do evento.

Multas

Júnior Leite explica que como o evento não foi custeado pela Prefeitura de Cuiabá, qualquer tipo de multa que houver não será para o Município, e sim para a organização do evento. Confirma que está em diálogo desde quinta-feira (21) com os patrocinadores e contratados para discutir o assunto e evitar multas.

Muitos contratados, como a dupla Zezé di Camargo e Luciano já abriram mão de cobrar multa da organização do evento, alguns dos patrocinadores já se colocaram à disposição para arcar com eventuais custos que ocorrerem de multas.

Fonte: Olhar Direto