Trincheira Jurumirim tem novos problemas em Cuiabá

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, vistoriou a obra de restauração e recuperação da trincheira Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, e informou que novos problemas foram encontrados, para além daqueles já identificados pela secretaria, porém, todos serão solucionados durante a execução dos serviços. As obras se iniciaram há um mês e é realizada na trincheira (parte inferior), que está totalmente interditada para o trânsito de veículos nos dois sentidos: Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Rubens de Mendonça e Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Fernando Corrêa da Costa.

O projeto de restauração previa a escavação de cerca de 1,5 metro para a retirada do solo e implantação de um colchão drenante, para posterior execução de camada de sub-base, base e a capa asfáltica. O objetivo é corrigir as patologias no pavimento ao longo do 1,32 quilômetro de extensão da trincheira (parte inferior), entre os bairros Jardim Leblon e Bosque da Saúde.

No entanto, segundo o secretário, na medida em que os serviços de escavação avançam, novos problemas estão sendo identificados. Daí a necessidade de fiscalizar de perto o andamento da obra, para evitar que erros e falhas como os que ocorreram em anos anteriores se repitam.

Além de Marcelo de Oliveira, o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, também acompanhou a vistoria. “Estamos aqui confirmando que todas as patologias que surgiram na trincheira Jurumirim foram diagnosticadas no nosso projeto para restauração e revitalização dessa trincheira. Temos problemas de drenagem em toda extensão da cortina de concreto. Estamos vendo que tem água de esgoto que mina dentro da trincheira. Vimos alguns problemas que terão que ser solucionados também, pois as manilhas de drenagem da trincheira estão totalmente entupidas”, explicou.

Esses problemas, segundo o secretário, foram ocasionados devido à má execução da obra, entregue e liberada para o tráfego em 2014, apesar de a obra não estar totalmente concluída e nem recebida pela Sinfra. “Ao assumirmos  em 2019, encontramos uma obra cheia de problema. Na cortina de concreto e na pavimentação. Agora na restauração, cada vez que escavamos, encontramos problemas novos. Tem drenagem entupida, água contaminada, esgoto. Temos problemas e temos que solucionar. Por isso que estamos aqui para fiscalizar”, disse.

Diante da situação, o secretário assegurou que já cobrou da empresa executora da obra e da equipe da secretaria a agilidade na definição e correção dos problemas que estão surgindo. “Obra é isso. Tem mais problemas que surgiram e estão surgindo. Então, vamos dar solução. E a solução tem que ser imediata. É olhar qual a melhor solução e já colocar no livro de obra aquilo que temos que fazer aqui, para não impactar no tempo da obra e resolvermos definitivamente os problemas para que no futuro não causem os mesmos aborrecimentos que estão causando agora”, complementou o secretário.

Marcelo de Oliveira afirmou ainda que a trincheira só será novamente entregue à população após todas as soluções executadas. Segundo ele, está mantida a previsão de conclusão de todos os serviços em até sete meses, assim como os investimentos, na ordem de R$ 14,2 milhões, a serem aplicados para a execução dessas obras.

Esse investimento será custeado, neste primeiro momento, pelo Estado. Porém, o governo vai buscar ressarcimento dos valores junto à primeira construtora responsável. Tão logo a obra seja concluída, ela será repassada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), uma vez que a via é federalizada, embora esteja atualmente sob a responsabilidade do Estado.

Fonte: Folhamax